sexta-feira, 13 de julho de 2012

Guerra dentro de uma respiração

Preciso de um microfone e um amplificador
Que eu mostro quem sou. Que eu mostro meu som,
Descarrego a raiva que sai do peito
Fazendo você pensar direito,
Com a música te mostro a verdade
Atacando sua realidade,
De coisas fúteis
De propagandas inúteis,
Vou destruindo os moldes da sociedade
Que sobrevive através da vaidade,
Sem roupas de marcas, mas com estilo.
Vivo assim e sou tranquilo
Tenha consciência do meu hino,
Você é a presa e eu o assassino
Faço política mas não sou político,
A raiva liberta o meu senso critico.

Já fui traído
Já fui subtraído,
Me chamaram de louco ultrapassado,
Por buscar idéias do passado
Não se zangue,
O comunismo tá no sangue
A minha arte é discriminada,
É mal considerada
Dizem que é serviço de vagabundo,
Fale o que quiser, não é assim que eu afundo...

Você ainda vai me ouvir no rádio
Te destruirei na verdade,
Então guarde seu gládio.
Seu exército de porcos tenta me silenciar
Com idéias fracas impossíveis de acreditar,
Que até o Pinóquio teria vergonha de contar.
Essa idéia fraca não me convence
O mal nunca vence,
Ao seu sistema eu não vou me submeter
Nada pode me deter.

Autor: Fábio Zacarias