domingo, 11 de dezembro de 2016

Dia de fúria

Esse rap não tem ninguém acomodado
É mais um ônibus que eu peguei lotado,
Saí sem inspiração
Não tinha nada pra fazer. E então?
Não penso em nada
Agora eu tô sentado no banco da praça,
Quando olhei pro lado
Era o ônibus lotado,
Entrei e olhei pra janela
Lembrei da cena que vi
Vi e não entendi.

Um mendigo estava sentado no passeio
E um cara chegou e espancou o mendigo sem receio,
O mendigo embriagado nada pode fazer
E o narigudo retardado não parava de bater,
Espancava sem razão
Ou tem razão pra bater em um embriagado no chão?
Acho que não!
E então?
Também queria entender
Mas nada iria acontecer,
Muito menos a polícia iria aparecer,
Foi então que o narigudo saiu
Deixou o mendigo no chão e sorriu,
Como se nada tivesse acontecido
Isso aumentou à ira de quem viu o ocorrido,
Abaixei a cabeça e liguei o diskman
Ninguém no ônibus estava bem,
Pra aliviar a tensão do horror
Coloquei o CD do Gabriel o pensador,
E fui pensando no valor da vida
Que hoje quase foi subtraída...