Eu nunca fui poeta
Mas minhas ideias não vendi
Já me chamaram de profeta
Nem por isso eu desisti.
No ringue dessa vida
Apanhei e bati até o último assalto
Sai do beco sem saída
Correndo pelo asfalto.
Pedalei até perder o ar
Nas mais diversas estradas,
Não posso negar
Nada me impressiona nas baladas.
A asa de um anjo eu tatuei
Sou o poeta que atira com a caneta
Só agora eu sei
Da revolução nos papéis escondidos na gaveta.
Autor: Fábio Zacarias